segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Contribuição ocasional

Eu átoa pelo dia de ontem acabei por pensar em três palavras: "Eu te amo", não, não estou necessariamente apaixonado, eu gosto de dizer que sou apaixonado, o problema é não ter a quem dirigir toda essa paixão, mas enfim, pensei no Renato Russo e em "Como é que se diz eu te amo", no show e na pergunta, pra esclarecer. Pensei nisso em em outras coisas num átimo, em milésimos de segundo e me decidi em escrever sobre essas três palavras, não necessariamente sobre o que querem dizer, ou sobre quem as diz, enfim, vejam por si mesmos.

Eu te amo (01/02/2010 - 18h e 26min)

Que é isso?
Três palavras?
Duas pessoas e 27 outras coisas?
A fuga da solidão?
A solitude de uma canção?
Um inquilino pro coração?
O que se pode dizer sobre isso que tanto é dito?
Talvez o não dito? O interdito?
As entrelinhas, as presenças e as ausências?
As mesquinharias?
Procuramos por não sabermos onde está.
Mas porque parece que aonde procuramos é onde não está?
E que está aonde não procuramos, onde nós mesmos não estamos?

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Por que faz muito tempo

E cá estou eu de volta. Faz um bom tempo que não posto nada neste blog e tenho alguns versos sobrando que estavam esquecidos por aqui, além de uns novos. Mas sem maiores introduções vamos ao que interessa:

Vontade (17/10/09)

Sê fogo para aquecer o espírito
e queimar o inimigo.
Sê água para seguir em frente
e se moldar ao caminho.
Sê vento para soprar livremente
e carregar o destino.
Sê terra para resistir bravamente
e durar o infinito!


Voar (26/01/2010 - 03h 27min)

Só quero voar livre pra qualquer lugar,
Caminhar com o vento,
Dançar com o ar.
De vez em quando parar numa sombra pra descansar.

Mas não consigo parar.
Mal posso o vento apreciar,
Sem deixar alguma coisa passar.

Com tudo não me deixarei mais abater,
Não me deixarei desesperar.
O céu sempre me pertencerá quando nele eu pensar.
Principalmente quando meu dia chegar.

Quando meu dia vier
E o vento negro soprar,
Aí é que não irei descansar, somente voar!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Uma história, eu espero

Os versos que se seguem são uma tentativa minha de escrever uma história em versos, ou o pedaço de uma, pode ser que se tais versos forem bem aceitos eu tente continuar esta história.


Sobre ela eu devo adiantar que pode parecer que ela possui erros com relação ao tempo, porém, sendo um Réquiem implica em que seu protagonista está morto, logo o tempo não é uma questão, ele não ocorre linearmente.

Outra questão é que por definição réquiem seria, uma parte do ofício dos mortos, uma parte da cerimônia religiosa em honra aos mortos, ou uma música composta para tal cerimônia e que em última análise tem seu significado no latim para "repouso", minha intenção no caso se explica no título, mais explicações entregariam a própria história, logo partamos para os versos propriamente ditos:
Réquiem interrompido

O Sol é quente demais,
Para sombras tão frias.
Um vento gélido que em tal cenário,
Quer por cemitério ou campanário,
Corta por espinha, alma e ainda arrepia.

Não sei se caminho por entre túmulos ou flores,
Nem ao menos sei se sinto alegrias ou dores.
Só sei que o caminho é sem destino, itinerante,
E um amor, como tudo que não lembro uma presença constante.

Caminhando por todo dia,
Noite nenhuma havia,
Procurei por algo então.
O que encontrarei é minha solidão.
Trazida pelo amor que descubro no coração.

Lembro então de meu sangue correr por traição,
Lembro-me dela sem nunca ter esquecido.
Esquecer-me-ei dela sem nunca a ter sabido.
Pois a amava com tudo o que não tinha então.
E a amarei adiante somente em meu coração.

No corpo não! Ódio na mente,
É o que ela faz. Trair é contumaz.
Trouxe-me o vinho, a euforia e a soberba.
Trouxe-me o sangue, a ira e a sina.
Tirou-me o caminho, a vontade e a vida.
É isso aí, opiniões como sempre, são muito bem vindas! Até outra oportunidade!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

"Halcyon Days"

Pois é, nem só de dores, sofrimentos e lamentos se vive, parece que só agora acordei para tal conclusão! Sem motivo e sem origem, meus últimos dias se tornaram melhores do que todos os que já tive, ao menos dos que consigo me lembrar! Os dias se tornaram mais claros, o Sol mais aconchegante, o vento mais gentil e as noites exuberantes (essa última entrou mais pra fazer uma rima legal, apesar de não ser uma mentira de qualquer jeito)!
Dei por mim que sinto vontade de me apaixonar, mais do que isso, de amar! Só pelo prazer que é amar, bem que eu gostaria, mas no momento não posso dizer que ame, ou almeje amar qualquer pessoa de forma especial, sobrando então meus amigos e minha família, as maravilhas de minha vida!
Acho que a partir da agora vou ressucitar esta Angústia Eterna, me parece um lugar que combine mais com meus poemas, que meus devaneios e delírios de grandeza (tenho certeza que algumas pessoas definitivamente os classificariam assim) vão pra PQP, que é pra isso que ela foi criada, também!
Pra concluir, mantenho o que escrevi no 1º post desse blog, postar meus escritos, meus parcos versos que escrevo atualmente não tão sem intenção!

Um bom dia

Acordando com o Sol,
Várias milhas caminhei.
Por planícies e florestas,
Exulta-me o que encontrei!

Por verde relva, a correr, um riacho na floresta.
A luz do Sol a quebrar-se por mil folhas se manifesta.
Deito-me finalmente para apreciar minha cesta!

Dou-me conta, já é noite.
Noite boa de apreciar.
O céu qual estrada de prata, as estrelas a ladrilhar.
Difícil de vencer a vontade de ficar!

Com o vento decido partir,
Por mais que pra ficar, meu coração vá insistir,
Mas devo seguir, dias como este, dificilmente tornam a existir!
Estes versos escrevi em homenagem a estes bons dias que tive e tenho. Creio ter de me retificar, tais dias agora parecem que vieram pra ficar! Mas continuemos que há mais o que postar.

Poeta

De poeta me chamaram certo dia.
Porém, não recebi tal título com alegria.
Resposta que, a qual, ninguém esperaria.
Caso é que poeta não sou, e nem que quisesse seria.

Poeta é aquele que tem,
Versos pra mais de cem.
E sofre como ninguém!

Das sete do poeta,
Possuo somente uma vela.
Acendida pela donzela,
Transforma-se em minha mazela.

Talvez de poeta eu tenha o coração,
Alguns versos pra uma canção,
E principalmente o sofrer em vão.
Estes já não possuem qualquer intenção, só sairam da minha cabeça, ou talvez do coração!? Taí um assunto que não vai gerar discussão!

Compartilhar

Já estava acordado,
Mas então acordei,
Acordei pra um sonho,
Que estranhamente, nunca desejei.
É um sonho que já sonhei,
Mas nunca como aconteceu dessa vez.
Eu acordei, sonhei, desejei,
Tudo aquilo que já amei.
Mas, mais do que isso, sem desejar eu amei.
E agora mesmo amo, ou quero amar.
Sinto-me apaixonado, pela vontade de me apaixonar!
Amo, o desejo de amar!
E me parece que isso não vai parar.
Só me resta encontrar com quem compartilhar.
Eis os versos derradeiros desta nova disposição! E agora me despeço, até outra ocasião!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Eu e meus Lamentos

Pois é, e mais uma vez eu retorno a este lugar, cada vez com algo diferente no coração, o que normalmente acontece com esses sentimentos é se tornarem poesias, mas depois de uma conversa com uma boa amiga cheguei a conclusão de que eles me ajudam a aliviar essas emoções e por isso vou continuar escrevendo.
Só que a partir de agora eu pretendo explicar os acontecimentos que deram origem aos sentimentos que são a fonte das minhas poesias, não que agora eu acredite que alguém vá ler e talvez gostar e até mesmo quem sabe comentar o que vier ou o que já foi, mas para que eu mesmo não me esqueça de onde vieram cada uma das palavras que eu escrevo.
De certa forma por isso eu não escreverei sempre em verso, mas também em prosa, assim como hoje, o que me levou a voltar a escrever neste dia foi o dia anterior, isso porque nele eu não pude escrever o que me veio, mas isso não vem ao caso, vamos ao que interessa.
Ao assistir à um programa sobre Vinícius de Moraes, de quem gosto de tudo que já ouvi sobre e de sua autoria, mesmo que isso represente quase nada comparado à tudo o que ele já escreveu, eu me vi espelhado nele, digo isso não porque queira me comparar à um mestre, mas porque meu estilo de escrever, acho eu, é muito parecido com o dele, ainda que ele fosse infinitamente melhor nisso!
A melhor palavra que encontro para me expressar é inspiração, é como se sem querer eu me inspire nos versos dele para escrever o que escrevo.
E com esse programa uma música em especial, me lembrou uma pessoa e me despertou uma emoção, a música é esta que segue abaixo:

Lamento (Vinícius de Moraes & Pixinguinha)

Morena, tem pena
Mas ouve o meu lamento
Tento em vão
Te esquecer
Mas, olhe, o meu tormento é tanto
Que eu vivo em pranto e sou todo infeliz
Não há coisa mais triste, meu benzinho
Que esse chorinho que eu te fiz.

Sozinha, morena
Você nem tem mais pena
Ai, meu bem
Fiquei tão só
Tem dó, tem dó de mim
Porque estou triste assim por amor de você
Não há coisa mais linda neste mundo
Que meu carinho por você.

Essa música me lembrou uma antiga paixão, aliás paixão não, amor, pois a amei do fundo do meu coração, e por inépcia e inércia nunca fiz nada, até que ela se foi, e não conseguindo esquecê-la eu disse tudo que sentia de uma forma fraca, por e-mail, a resposta não poderia ser outra já que faz tanto tempo que não nos vemos e ela não podia se lembrar de como se sentia comigo, não que isso fosse me dar alguma chance, pra falar a verdade eu não sei, só sei que agora ela quer estar só.
Quando eu ouvi esta música, eu quis madar a letra para ela, eu quis dizer tudo isso a ela, não sei dizer direito se ainda a amo, já que me falta um sentimento de posse, de querê-la comigo e mais nninguém, a bem da verdade isso eu nunca tive só a amei sempre e quis que ela fosse feliz, e além disso a distância e o tempo são inexoráveis.
Só o que sei é que quis dizer a ela essa letra, que quero saber se ela está bem, quero saber se ela não está magoada comigo, ou qualquer outra coisa, quero saber se ainda posso sentir que a conheço, mesmo que seja pouco, quero saber se ainda posso senti-la perto de mim, se posso ser aceito nos pensamentos dela, se ela aceita que eu pense nela até o fim dos meus dias.
Talvez por isso eu quis nunca ganhá-la, para nunca perdê-la, e meu medo agora seja de que eu a tenha perdido, sem nunca tê-la tido e tendo feito isso de uma forma tão impessoal, tão distante.
Bom por hoje é só isso tudo, quando eu estiver mais calmo lerei o que esvrevi e talvez comente sobre as minhas reflexões, até outro dia que espero seja melhor!