quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Eu e meus Lamentos

Pois é, e mais uma vez eu retorno a este lugar, cada vez com algo diferente no coração, o que normalmente acontece com esses sentimentos é se tornarem poesias, mas depois de uma conversa com uma boa amiga cheguei a conclusão de que eles me ajudam a aliviar essas emoções e por isso vou continuar escrevendo.
Só que a partir de agora eu pretendo explicar os acontecimentos que deram origem aos sentimentos que são a fonte das minhas poesias, não que agora eu acredite que alguém vá ler e talvez gostar e até mesmo quem sabe comentar o que vier ou o que já foi, mas para que eu mesmo não me esqueça de onde vieram cada uma das palavras que eu escrevo.
De certa forma por isso eu não escreverei sempre em verso, mas também em prosa, assim como hoje, o que me levou a voltar a escrever neste dia foi o dia anterior, isso porque nele eu não pude escrever o que me veio, mas isso não vem ao caso, vamos ao que interessa.
Ao assistir à um programa sobre Vinícius de Moraes, de quem gosto de tudo que já ouvi sobre e de sua autoria, mesmo que isso represente quase nada comparado à tudo o que ele já escreveu, eu me vi espelhado nele, digo isso não porque queira me comparar à um mestre, mas porque meu estilo de escrever, acho eu, é muito parecido com o dele, ainda que ele fosse infinitamente melhor nisso!
A melhor palavra que encontro para me expressar é inspiração, é como se sem querer eu me inspire nos versos dele para escrever o que escrevo.
E com esse programa uma música em especial, me lembrou uma pessoa e me despertou uma emoção, a música é esta que segue abaixo:

Lamento (Vinícius de Moraes & Pixinguinha)

Morena, tem pena
Mas ouve o meu lamento
Tento em vão
Te esquecer
Mas, olhe, o meu tormento é tanto
Que eu vivo em pranto e sou todo infeliz
Não há coisa mais triste, meu benzinho
Que esse chorinho que eu te fiz.

Sozinha, morena
Você nem tem mais pena
Ai, meu bem
Fiquei tão só
Tem dó, tem dó de mim
Porque estou triste assim por amor de você
Não há coisa mais linda neste mundo
Que meu carinho por você.

Essa música me lembrou uma antiga paixão, aliás paixão não, amor, pois a amei do fundo do meu coração, e por inépcia e inércia nunca fiz nada, até que ela se foi, e não conseguindo esquecê-la eu disse tudo que sentia de uma forma fraca, por e-mail, a resposta não poderia ser outra já que faz tanto tempo que não nos vemos e ela não podia se lembrar de como se sentia comigo, não que isso fosse me dar alguma chance, pra falar a verdade eu não sei, só sei que agora ela quer estar só.
Quando eu ouvi esta música, eu quis madar a letra para ela, eu quis dizer tudo isso a ela, não sei dizer direito se ainda a amo, já que me falta um sentimento de posse, de querê-la comigo e mais nninguém, a bem da verdade isso eu nunca tive só a amei sempre e quis que ela fosse feliz, e além disso a distância e o tempo são inexoráveis.
Só o que sei é que quis dizer a ela essa letra, que quero saber se ela está bem, quero saber se ela não está magoada comigo, ou qualquer outra coisa, quero saber se ainda posso sentir que a conheço, mesmo que seja pouco, quero saber se ainda posso senti-la perto de mim, se posso ser aceito nos pensamentos dela, se ela aceita que eu pense nela até o fim dos meus dias.
Talvez por isso eu quis nunca ganhá-la, para nunca perdê-la, e meu medo agora seja de que eu a tenha perdido, sem nunca tê-la tido e tendo feito isso de uma forma tão impessoal, tão distante.
Bom por hoje é só isso tudo, quando eu estiver mais calmo lerei o que esvrevi e talvez comente sobre as minhas reflexões, até outro dia que espero seja melhor!

Um comentário:

Larry disse...

Até que enfim... Achei por momentos, que estava com medo de que eu viesse por aqui para ler as suas coisas!
Entretanto, talvez eu não seja a pessoa que você mais gostaria de ver por aqui... porém... aqui estou... porque no fundo, meu caro amigo, muitas vezes eu não quis ganhar por medo de perder... E de fato perdi... perdi o sonho, deixei que ele se fosse... E ele se foi!
Somos caras estranhos... embora eu seja muito mais rabugento que você!
Até mais!